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terça-feira, 31 de outubro de 2006

A Primeira Vez

Eu não esqueci o 30 de outubro de 1988... Campeão do Mundo

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Democracia


Nos últimos meses li muita coisa sobre política. Sobre Lula, sobre Geraldo (afinal, não foi assim que preferiram os marqueteiros para torná-lo mais “popular”?). A decisão sobre em quem votar foi uma das mais difíceis que tomei na minha curta vida de eleitora. As duas opções me pareciam infelizes. Mas eram “AS” opções.

Confesso que em algum momento pensei em votar nulo ou em branco. Porém, fiquei com vergonha de minha covardia. Por pior que seja, a opção existe. E não acredito na máxima simplista de que são “todos farinhas do mesmo saco”. Isso seria o mesmo que dizer que jornalistas são sensacionalistas e que os advogados são todos ladrões.

Uma escolha desse nível envolve muito mais coisas do que simplesmente apertar umas teclas. Envolve crenças, idéias, preconceitos, desconhecimentos, educação, a orientação que recebemos durante toda nossa vida. Quem somos, afinal?

Não posso dizer que votei com orgulho no Lula. Mas, foi ele sim minha opção. Aprendi com meu pai a força das idéias, o valor e a importância de se acreditar em algo. E eu acredito no valor do povo! Tantas vezes, durante minha adolescência, me senti culpada por ter nascido “abastada”, questionava tanto, tantas coisas. Lembro das conversas que tinha com meu professor de história, o polonês Marek Erket. Foi ele também uma das pessoas com quem aprendi o perigo que as ditaduras representam para a sociedade, o valor que tem a liberdade e a necessidade de um estado democrático de direito.

Coloquei isso tudo na balança. Com a maturidade (?), percebi que me sentir culpada por ter nascido com privilégios num país como o Brasil é besteira. Mas, nunca aceitei a desigualdade de oportunidades. Quer dizer então que se você nasceu pobre numa favela do Rio de Janeiro se conforme em ser, no máximo, um traficante conhecido?! E se você sempre viveu na favela de Santo Amaro (uma das mais miseráveis e perigosas do Recife) conforme-se com sua situação de indigência? Então é assim? Eu aqui, do alto de minha elite e você aí, abaixo da linha da pobreza?

Não posso aceitar isso!!! Claro, não sou tão inocente pra achar que esse tipo de coisa vai mudar de um dia para o outro. Não! Sei que não é por aí. Sei também da quantidade de escândalos que envolveram o primeiro mandato do Presidente Lula. E quero que essas pessoas sejam devidamente punidas, inclusive o próprio Lula (se culpado).

Como também eu gostaria muito que os deputados que receberam “verba extra” para aprovar a reeleição de FHC fossem punidos, como gostaria que os que pagaram essa verba também fossem punidos. Também gostaria de saber se FHC sabia dessa movimentação, se o PSDB teve alguma coisa a ver com o pagamento dessa propina....?

Não é intenção levantar todos os problemas de todos os governos, tampouco justificar um erro com outro (maior?) ainda. Não é essa a questão. Graças a Deus e as nossas conquistas democráticas hoje a imprensa pode denunciar todos os desvios de comportamentos, hoje temos acesso à informação e podemos nos posicionar. Podemos – e devemos – cobrar da justiça respostas rápidas e transparentes. Podemos ir muito mais além do que simplesmente nos indignarmos.

Podemos, inclusive, começarmos por nós mesmos. Furamos fila? Pedimos um “favorzinho” para o conhecido que está mais a frente na fila do banco pagar nossa pilha de contas? Respeitamos as regras do trânsito? Levando nossa vantagem, o resto que “se dane”?? Essas respostas podem nos levar a um diagnóstico muito mais sério sobre nosso país e nossa sociedade.

Votei sim no Lula. Mas, muito mais do que votar na pessoa do Luis Inácio, votei nas idéias que essas forças políticas representam, ainda que muitos homens não as respeitem, ainda que muitos homens a deturpem e ao chegar lá, façam como muito de nós fazemos quando encontramos a oportunidade de tirar proveito de uma situação. Essas idéias me representam muito mais, do que as idéias do “Geraldo”. E foi assim que cheguei a uma conclusão. Cabe a mim e a todos que reelegeram Lula cobrar uma administração voltada para o que queremos, temos que cobrar as promessas feitas. Aos que votaram no Alckimin, sejam oposição! Cobrem, fiscalizem, denunciem!!! Sejamos pró-ativos!

As pessoas passam, mas a crença fica. Como me ensinou aquele polonês que veio menino para o Brasil com a mãe, fugindo do nazismo, acredito nos ideais da LIBERDADE, da FRATERNIDADE e da IGUALDADE. E viva ao governo do povo!!!



“Não acredito em uma única palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la”.

Voltaire

Sonho

Sol forte queimando no rosto, corpo estirado na areia, apenas sentindo o calor e a brisa que vêm do mar. Um mergulho pra refrescar, uma pausa na correria pra contemplar o horizonte. Por fim, uma coca-cola beemmmm gelada. Férias, preciso urgentemente de FÉ-RI-AS!!!

domingo, 29 de outubro de 2006

RECADO

Amor, me orgulho de você todos os dias, dia após dia, dia após dia, dia após dia... SEMPRE!

sábado, 28 de outubro de 2006

Muito barulho por nada

Era uma vez um repórter muito, muito famoso. Corajoso, era tido como um dos melhores jornalistas do país. Certa vez, uma anônima estudante de jornalismo foi entrevistá-lo. E decepcionou-se com a figura. Ele falava, tentando parecer simples, mas nem conseguia disfarçar a arrogância. “Porque EU fiz isso, EU mostrei que era assim, EU peitei o coronel, EU, EU, EU, EU...” A menina teve vontade de dormir.

A partir desse dia, a tal estudante, muito encrenqueira por sinal, prestava atenção em tudo o que ele fazia. E descobriu...

... O texto era sempre o mesmo...

A área era repleta de cachorros sarnentos. Carrapatos, pulgas e sarnas ameaçavam a todos que se aproximassem. Os cachorros, por não agüentarem tanto sofrimento, tornaram-se perigosos. Chegar próximo a eles seria um risco muito grande. Placas ao longo de todo o caminho advertiam sobre o perigo. Mas nós não nos intimidamos. Quando chegamos mais próximo nos deparamos com um cachorro louco. Ele nos olhava como se perguntasse: o que estão fazendo aqui? O perigo era iminente, um passo em falso e o ataque poderia nos pegar de surpresa. O bicho se aproxima ameaçador. Paramos. Ele chega mais perto. Mas, por sorte nossa, um barulho vindo do Vale o faz correr....”

... Bastava trocar o cachorro por uma onça pintada, um tigre ou tubarão. A estória era sempre a mesma. Mais tarde, já jornalista, a menina teve certeza: era muito barulho por nada.
P.S - Qualquer semelhança com fatos, pessoas ou acontecimentos reais terá sido merá coincidência.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Por do Sol

Coisas ruins acontecem com qualquer pessoa. Essa semana tem sido particularmente longa pra mim. Acho que as muitas horas de trabalho diárias começam a fazer efeito na minha vida. Enxaqueca de enlouquecer, irritação a flor da pele. Mas, as coisas sempre podem piorar, já dizia o famoso Murphy. Ontem recebi, com tristeza, a morte de uma pessoa da família. Coisa altamente inesperada. Faz parte da vida, sem dúvida nenhuma. Duro mesmo é para os mais próximos.

Durante minha “tarde de folga” caminhei pelo cemitério. Pode parecer mórbido, mas faço isso para pensar na minha própria vida. Será que priorizo o que realmente é importante? Será que enfrentar certas pessoas e situações são necessárias? Pouco tempo pra mim, trabalho – na assessoria – desmotivador... Será que isso tudo é válido ou uma grande perda de tempo? Vale a pena se chatear, se irritar com atitudes erradas de outras pessoas? Não me parece mórbido ter a consciência de que caminhamos, todos nós, para o mesmo fim.
No meio da caminhada encontrei o túmulo de um dos passageiros do boing da Gol. Editei na tv, por isso sabia o nome. Fiz uma oração e me veio em mente a frase que ele sempre falava para a família: “junto somos mais fortes”. Fortaleza que certamente, um casal de velhinhos encontrava um no outro. Eles ficaram durante horas conversando sentados em frente a um túmulo. O sol já estava se pondo e fiquei de longe imaginando de quem seria aquele túmulo. De um filho, provavelmente. Alguém comentou comigo que aquilo parecia masoquismo. Não tive o mesmo sentimento. Acho apenas que aquele foi o jeito encontrado por eles para continuar tocando a vida, uma forma de consolo, de se sentirem mais próximos. Acho que juntos eles também são mais fortes.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

...

Estou triste, chateada. Tantas coisas para mudar na minha vida, para melhorar e não sei por onde começar. Não sei mesmo, tanto que nem consigo me fazer entender e isso gera mau entendidos. Hoje eu queria uma tarde inteira no cinema, com direito a Legalmente Loira, Dirty Dancing, Uma Linda Mulher e, pra fechar, todas as versões de Brigite Jones. É isso ia ser bem legal.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Definição.

"Somente as mulheres comuns choram. As bonitas vão fazer compras." - Oscar Wilde
Pena que hoje esteja sem dinheiro...

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

T.P.M


Faz uns dias que não escrevo. Os motivos são dois. O primeiro é falta de assunto, nada que mereça comentários públicos. O segundo é a falta de tempo mesmo. Mas, hoje estou aqui na Redação fazendo serão graças ao debate que a TV promove entre os candidatos ao governo do Estado. Gosto da agitação, mas em dias de TPM é um perigo aquele bando de gente encostado no meu carro, já me deu ânsia de gritar e gritar.
Voltei pra frente do computador. Melhor ficar quieta e esperar a hora do confronto. É que em dias normais eu já tenho pouca tolerância a dramas, daqueles que algumas pessoas costumam fazer para valorizar o seus - delas - próprios trabalhos. Mas em dias como hoje é pau, pau mesmo minha gente... É que é um troço que me faz mal mesmo, se mistura nas minhas entranhas, não passa. O segredo é apenas não prestar atenção. E olhe que eu tento, geralmente consigo, a menos quando estou diretamente ligada no trabalho.
Gosto de calma, de discrição. O trabalho, por si só, já é estressante. Não precisamos montar um circo, transformar tudo num inferno. Ou num palco de teatro. Alías, meu feeling apurado já conseguiu visualizar uma série de excelentes atores e atrizes. Esse povo tá é se perdendo e o pior: agravando os sintomas da minha TPM...

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Hoje eu amanheci com um puta sono. Sim, eu gosto de dormir. Mas, ultimamente ando realmente cansada. Ontem, ao voltar pra casa, pensei nas minhas 14 horas de trabalho diárias. Estava louca pra chegar em casa, rangar a comida deliciosa da minha mãe, sentar à mesa com meus pais e conversar sobre os assuntos do dia. Tão bom isso, mas tenho feito tão pouco.
Ontem tive uma saudade danada de minha residência. Liguei umas cinco vezes apenas para falar besteiras. Os velhos estranharam. Quando cheguei meu pai perguntou se estava tudo bem, se havia algum problema. Já minha mãe soltou um "tá ficando doida, é?" Talvez eu sempre tenha sido...
Até que dormir cedo para o meu padrão, as dez da noite já estava no sono pesado. Ainda assim, acordei às 06h com sono e me sinto cansada. Os olhos pesados e tenho a ligeira impressão que os neurônios não conectam.
Preciso de férias...

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Vôo 93

A-DO-RO cinema! Se eu pudesse assistiria tudo o que estivesse em cartaz. Mas o tempo e a grana são curtos, então me seguro. Desde o fim de semana que estava com a idéia de chamar Doni para assistirmos hoje "Vôo 93". Desisti. Graças ao meu envolvimento com a queda do boeing da Gol, não aguento mais ouvir falar em tragédias no ar.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Começar de novo...

Comecei ontem mais um regime em minha vida. Depois que fiz uma avaliação física para a academia Associados quase entro em depressão. Sério mesmo, precisei segurar o choro. Eu NUNCA na minha vida estive tão gorda. Estou obesa mesmo. Isso é fato.
Há cerca de um ano e meio eu estava cerca de 15kg mais magra. Nem preciso dizer mais nada. Estou agora a procura de um médico, morrendo de medo é verdade, mas estou. Problema mesmo é que a OAB-Sáude está falida e não há mais nenhum médico com referências na maldita lista do convênio.
Agora a questão não é estar ou deixar de estar firme. A questão agora é de sobrevivência...

segunda-feira, 2 de outubro de 2006


Fiz minha obrigação de cidadã. Enfrentei 40 minutos de fila e votei nos cincos candidatos. É verdade que, como a maioria dos brasileiros, não levei muita no que fiz. Apesar disso, tenho a consciência tranquila que fiz o melhor que poderia. Usei como critério o princípio, as idéias defendidas pelos partidos, ainda que os homens deturpem tudo.

Não, eu não votei em Lula. Não posso ratificar tudo o que foi feito. O bolsa família é apenas uma piada eleitoreira. E nosso povo cai na pasmaceira. Também não votei em Mendonça Filho e em Jarbas Vasconcelos. Pelas mesmas óbvias razões: não concordo com o que foi feito em Pernambuco nos últimos 08 anos.

Tenho o compromisso agora de seguir os passos dos canditados a deputados em quem votei. Caso eles sejam eleitos, sorry my baby, mas vou pegar no pé. Nesse sentido a internet e o e-mail são aliados de qualquer eleitor. E pode se tornar o grande pesadelo dos políticos.

Fico contente que tenhamos segundo turno. É uma boa oportunidade para uma nova discursão, para um novo debate. Pra mim, mais trabalho e mais horas extras... :-)