Vou te contar, deve ser muito ruim ser torcedor do Sport, viu? Inventei de torcer por Pernambuco ontem e só tive raiva!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Prometer e não cumprir, mania de brasileiro?
Se um de vocês já fez reformas, mudou de casa ou precisou contratar vários tipos de prestadores de serviços ao mesmo tempo, vai entender o que vou dizer: passar por isso é simplesmente enlouquecedor!!! É uma pequena amostra do que acontece em várias outras esferas no nosso País.
"Como nos portamos com falta de respeito para com o próximo, acabamos achando, lá no fundo, que não somos “tão bacanas” assim. E se não somos bacanas, não merecemos ser tratados como tal... Assim, quando alguém falta com o respeito conosco, aceitamos, como se fosse uma justa punição por nossa própria atitude de descomprometimento. E começa tudo de novo..."
Promessas não cumpridas, serviços pela metade, prazos prorrogados... e prorrogados... e prorrogados uma vez mais. A palavra “comprometimento” parece ter sido permanentemente abduzida de nosso planeta! Talvez esteja lá perto de Marte, ou de Plutão... ou em outra galáxia talvez!
E tem mais! Se você for daqueles que costuma fazer tudo corretamente e por isso se sentir injustiçado e decidir reclamar, a sensação será pior ainda.
Será olhado como se fosse algum tipo lunático vindo de um outro planeta, ou um coitado e ingênuo que ainda “não sabe que assim é que funcionam as coisas por aqui”. Esse pensamento virá acompanhado de um risinho malicioso, se você prestar atenção, perceberá.
Passei por tudo isso recentemente, o que me fez pensar: quais serão as raízes desse comportamento? Por que será que nós, brasileiros, pecamos tanto quando se trata de comprometimento, responsabilidade e respeito? Por que será que a nossa palavra vale cada vez menos? Por que somos capazes de mentir sem nem ao menos ficar com as bochechas vermelhas? (Nem ao menos levemente rosadas, eu diria).
Ah... como falta ética nos dias de hoje...
Será que isso acontece em função de uma ênfase no crescimento, sem que as bases sejam fortalecidas e estruturadas para suportar o aumento de demanda?
Será que nos sentimos tão pequenos a ponto de acreditar que só conseguiremos seguir em frente às custas de iludir o próximo?
Será que se deve a uma enorme falta de auto-estima coletiva?
Por mais que tenha pensado, confesso não ter chegado a nenhuma conclusão definitiva, a não ser a de que não estamos “nem aí” para as outras pessoas. Parece existir uma plaquinha pendurada lá no “teto” do Brasil onde está escrito : “Salve-se quem puder!”. A lógica parece ser a seguinte: se para me salvar eu precisar mentir, iludir, enganar, prometer... eu mentirei, iludirei, enganarei e prometerei; sem culpa, afinal a plaquinha me dá a permissão para agir assim. Além disso... todos já sabem que “é assim que funciona”.
Para piorar a situação, enquanto povo, somos conformistas, aceitamos tudo sem reclamar, o que permite que esse modelo de desrespeito se perpetue. Recebemos um produto com atraso, pela metade, imperfeito e ainda agradecemos com um irritante sorriso em nossa face. Quanto muito nos calamos. Por que somos assim?
Vejo um círculo vicioso nessa questão que funcionaria mais ou menos assim:
1. Alguém nos desrespeita.
2. Nos sentimos lesados e acreditamos que temos o direito de revidar.
Então desrespeitamos o outro.
Como nos portamos com falta de respeito para com o próximo, acabamos achando, lá no fundo, que não somos “tão bacanas” assim. E se não somos bacanas, não merecemos ser tratados como tal... Assim, quando alguém falta com o respeito conosco, aceitamos, como se fosse uma justa punição por nossa própria atitude de descomprometimento. E começa tudo de novo...
Me parece que para sair disso precisamos fazer uma escolha difícil. Precisamos resgatar nossa auto-estima agindo de maneira que nos sintamos orgulhosos de quem somos. Precisamos agir de maneira tão respeitosa que, lá no fundo de nossa alma, um letreiro gigante comece a emanar uma nova frase, em um neon pink “supermega brilhante”:
“Eu sou bacana e mereço ser respeitado!”
Só quando nos sentirmos dignos, é que seremos capazes de nos indignar com a falta de respeito alheia a ponto de tomar alguma atitude, lutar por nossos direitos, manifestar a nossa insatisfação, exigir mais respeito nas relações!
São muitas as formas de se fazer isso, nem vou entrar nessa questão. Hoje o que me importa é tocar aquele ponto lá dentro de você que sabe que ninguém merece o que anda acontecendo por aqui!!! Precisamos mudar, e precisamos mudar logo! E temos que começar por nós mesmos.
É claro que para isso precisaremos ter autoconfiança o suficiente para encarar aqueles que nos chamarão de bobos, de idiotas talvez, por estarmos agindo eticamente quando “ninguém o faz”.
Eu lhe digo... não importa o que os outros pensem ou digam, não traia os seus princípios, procure agir respeitosamente, faça com que suas palavras tenham valor, paute suas atitudes por valores como verdade e comprometimento. Não jogue sua credibilidade fora. Nunca. Ela é um de seus bens mais preciosos, acredite.
Mesmo que algumas vezes você se decepcione com as pessoas, existe uma pessoa que nunca o decepcionará: você mesmo.
E tenha certeza: quando nos sentimos bem a nosso próprio respeito, quando acreditamos que somos pessoas “bacanas”, inconscientemente abrimos as portas para que as boas coisas da vida venham até nós.
Não podemos mudar o mundo, é uma verdade. Mas podemos heroicamente resistir, manter nossa chama acesa mesmo em meio à escuridão. Podemos continuar sendo o melhor que existe em nós ao resistir, ao não nos permitir ser tragados por essa onda coletiva de absoluta falta de consideração.
A meu ver esse é o maior desafio pelo qual passamos e talvez uma das maiores formas de fazer diferença nos dias de hoje.
"Como nos portamos com falta de respeito para com o próximo, acabamos achando, lá no fundo, que não somos “tão bacanas” assim. E se não somos bacanas, não merecemos ser tratados como tal... Assim, quando alguém falta com o respeito conosco, aceitamos, como se fosse uma justa punição por nossa própria atitude de descomprometimento. E começa tudo de novo..."
Promessas não cumpridas, serviços pela metade, prazos prorrogados... e prorrogados... e prorrogados uma vez mais. A palavra “comprometimento” parece ter sido permanentemente abduzida de nosso planeta! Talvez esteja lá perto de Marte, ou de Plutão... ou em outra galáxia talvez!
E tem mais! Se você for daqueles que costuma fazer tudo corretamente e por isso se sentir injustiçado e decidir reclamar, a sensação será pior ainda.
Será olhado como se fosse algum tipo lunático vindo de um outro planeta, ou um coitado e ingênuo que ainda “não sabe que assim é que funcionam as coisas por aqui”. Esse pensamento virá acompanhado de um risinho malicioso, se você prestar atenção, perceberá.
Passei por tudo isso recentemente, o que me fez pensar: quais serão as raízes desse comportamento? Por que será que nós, brasileiros, pecamos tanto quando se trata de comprometimento, responsabilidade e respeito? Por que será que a nossa palavra vale cada vez menos? Por que somos capazes de mentir sem nem ao menos ficar com as bochechas vermelhas? (Nem ao menos levemente rosadas, eu diria).
Ah... como falta ética nos dias de hoje...
Será que isso acontece em função de uma ênfase no crescimento, sem que as bases sejam fortalecidas e estruturadas para suportar o aumento de demanda?
Será que nos sentimos tão pequenos a ponto de acreditar que só conseguiremos seguir em frente às custas de iludir o próximo?
Será que se deve a uma enorme falta de auto-estima coletiva?
Por mais que tenha pensado, confesso não ter chegado a nenhuma conclusão definitiva, a não ser a de que não estamos “nem aí” para as outras pessoas. Parece existir uma plaquinha pendurada lá no “teto” do Brasil onde está escrito : “Salve-se quem puder!”. A lógica parece ser a seguinte: se para me salvar eu precisar mentir, iludir, enganar, prometer... eu mentirei, iludirei, enganarei e prometerei; sem culpa, afinal a plaquinha me dá a permissão para agir assim. Além disso... todos já sabem que “é assim que funciona”.
Para piorar a situação, enquanto povo, somos conformistas, aceitamos tudo sem reclamar, o que permite que esse modelo de desrespeito se perpetue. Recebemos um produto com atraso, pela metade, imperfeito e ainda agradecemos com um irritante sorriso em nossa face. Quanto muito nos calamos. Por que somos assim?
Vejo um círculo vicioso nessa questão que funcionaria mais ou menos assim:
1. Alguém nos desrespeita.
2. Nos sentimos lesados e acreditamos que temos o direito de revidar.
Então desrespeitamos o outro.
Como nos portamos com falta de respeito para com o próximo, acabamos achando, lá no fundo, que não somos “tão bacanas” assim. E se não somos bacanas, não merecemos ser tratados como tal... Assim, quando alguém falta com o respeito conosco, aceitamos, como se fosse uma justa punição por nossa própria atitude de descomprometimento. E começa tudo de novo...
Me parece que para sair disso precisamos fazer uma escolha difícil. Precisamos resgatar nossa auto-estima agindo de maneira que nos sintamos orgulhosos de quem somos. Precisamos agir de maneira tão respeitosa que, lá no fundo de nossa alma, um letreiro gigante comece a emanar uma nova frase, em um neon pink “supermega brilhante”:
“Eu sou bacana e mereço ser respeitado!”
Só quando nos sentirmos dignos, é que seremos capazes de nos indignar com a falta de respeito alheia a ponto de tomar alguma atitude, lutar por nossos direitos, manifestar a nossa insatisfação, exigir mais respeito nas relações!
São muitas as formas de se fazer isso, nem vou entrar nessa questão. Hoje o que me importa é tocar aquele ponto lá dentro de você que sabe que ninguém merece o que anda acontecendo por aqui!!! Precisamos mudar, e precisamos mudar logo! E temos que começar por nós mesmos.
É claro que para isso precisaremos ter autoconfiança o suficiente para encarar aqueles que nos chamarão de bobos, de idiotas talvez, por estarmos agindo eticamente quando “ninguém o faz”.
Eu lhe digo... não importa o que os outros pensem ou digam, não traia os seus princípios, procure agir respeitosamente, faça com que suas palavras tenham valor, paute suas atitudes por valores como verdade e comprometimento. Não jogue sua credibilidade fora. Nunca. Ela é um de seus bens mais preciosos, acredite.
Mesmo que algumas vezes você se decepcione com as pessoas, existe uma pessoa que nunca o decepcionará: você mesmo.
E tenha certeza: quando nos sentimos bem a nosso próprio respeito, quando acreditamos que somos pessoas “bacanas”, inconscientemente abrimos as portas para que as boas coisas da vida venham até nós.
Não podemos mudar o mundo, é uma verdade. Mas podemos heroicamente resistir, manter nossa chama acesa mesmo em meio à escuridão. Podemos continuar sendo o melhor que existe em nós ao resistir, ao não nos permitir ser tragados por essa onda coletiva de absoluta falta de consideração.
A meu ver esse é o maior desafio pelo qual passamos e talvez uma das maiores formas de fazer diferença nos dias de hoje.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Chororô de perdedor
Todo mundo sabe, eu sou ALVIRRUBRA. E tenho muito orgulho disso. É uma paixão desde pequena, alimentada por meu pai. Era ele quem me levava para "o balanço do Náutico" e para a "piscina do Náutico". Tenho lembranças tão fortes e tão boas dessa época. Do Náutico eu posso falar de carteirinha e de bastidores.Como jornalista, trabalhei durante algum tempo como repórter nos Aflitos. Nessa época aprendi a separar a torcedora da profissional. É impressionante como a primeira desapareceu naquele tempo. Conseguia até torcer pelo Sport, porque sabia que o sucesso dele era abertura do mercado de trabalho, sucesso pra todos os envolvidos. E eu era bem tratada por todos, era amiga de todos. Às vezes até psicóloga. Conquistei a confiança de dirigentes, jogadores, comissão técnica e até mesmo dos torcedores. Consegui grandes e memoráveis "furos".
Mas, o tempo passou e o dinheiro não pintou. Vi que era a hora de sair de campo e desvincular minha imagem de jornalista esportiva. E consegui. Hoje alguns colegas se espantam quando sabem que eu entendo alguma coisa de futebol. Tenho saudades daqueles tempos, mas só voltaria a trabalhar com esportes se tivesse o mínimo de estrutura.
Ontem estava no Estádio dos Aflitos, que diga-se de passagem é meu vizinho. Vi in loco tudo o que aconteceu na partida entre Náutico e Botafogo. Mais, vi também a gravação da transmissão da TV durante toda a confusão, vi reportagens, li os jornais, li as notícias da internet. Acreditem, quando estamos errados eu sou a primeira pessoa a admitir e condenar.
Mas ontem toda a confusão que aconteceu teve um só culpado: o destemperado jogador do Botafogo André Luiz. Durante todo o jogo ele xingou, deu pontapés, reclamou. Tanto que já tinha um cartão amarelo. E mereceu mesmo ser expulso. Quem se deu ao trabalho de ler as regras do futebol sabe que a recomendação para o árbitro é colocar pra fora o jogador que der o carrinho, isso independente de acertar ou não o outro atleta. Por isso nem vou entrar no mérito se ele acertou ou não o lateral alvirrubro Ruy.
O fato é que depois da expulsão o camarada continuou a arrumar confusão. Será que ele, suponho, atleta profissional, não saiba que teria que ir para os vestiários e não para o banco de reservas? Será que chutar violentamente uma garrafa cheia de água em direção a um monte de gente não é atitude agressiva? Será que fazer gestos com os dedos não é uma forma de violência? Eu vi tudo isso de perto e comentei que não entendia como uma pessoa que se diz profissional poderia agir daquela forma. Sim, porque se eu fizer metade daquilo no meu ambiente de trabalho eu estaria demitida por justa causa. E ainda me receitariam remédio controlado!
O que aconteceu depois disso foi apenas conseqüência. Não gosto de violência, mas também não gosto de mentiras ou de meias-verdades. Quando a policial tocou no braço dele não foi de forma grosseira. André Luiz, convenhamos, não tinha razões para xingar a tenente. E eu não vi nenhum jogador apanhar da polícia. NENHUM.
Também estão falando que o jogador não poderia ter saído no meio da torcida. Primeiro que isso não é verdade. Tanto que ele saiu sem nenhum arranhão. Ele foi retirado pelo portão de emergência, precisou dar cinco passos até entrar na passarela que já dava acesso a delegacia móvel instalada no estádio. E saiu por lá porque os seguranças do Botafogo, que estavam dentro dos vestiários, ameaçavam entrar em confronto com a polícia. O que teria acontecido se a porta tivesse sido aberta?
Eu nunca aceitei essa história de preconceito contra o povo de Pernambuco, do Nordeste. Sempre achei isso uma teoria da conspiração e, no máximo, uma ignorância muito grande de gente que simplesmente desconhece a realidade. Era como se eu achasse que no Rio de Janeiro SÒ tivesse traficante.
Mas hoje eu amanheci estarrecida com o que li e ouvi da imprensa nacional. Tudo deturpado, cheio de meias-verdades. Eu li até que um cidadão que parece ser o Presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro e que estava na Austrália (!) teria pedido que os jogos de futebol fossem proibidos em Pernambuco! Fala sério, né?
Estou decepcionada com tudo que li e ouvi. Fiz questão de ver os programas de esporte exibidos pela tv aberta e a fechada. Me senti como se vivesse em um outro país. Aprendi em Jornalismo que devemos ouvir as duas partes envolvidas na história. Mas, o que vi foi o Sr. Bebeto de Freitas com espaço ilimitado para falar o que queria, fazer as acusações mais absurdas. No máximo o que vi foram duas sonoras grotescamente editadas. E de edição eu posso falar, pois é o meu trabalho diário.
No final das contas eu reafirmo a minha certeza de que essas pessoas não passam de ignorantes, de gente que sabe muito pouco (pra não dizer que não sabem de NADA). É mais um caso de gente escandalosa que quer esconder seus erros e sua incompetência chamando atenção pro que não importa. É o caso do Sr. Bebeto de Freitas. E, pensando bem, depois de ser desclassificado da Copa do Brasil, perder o técnico, levar uma GOLEADA do Náutico e ainda ter um jogador tão descontrolado e perna de pau quanto o tal do André Luiz, o que mais restaria a ele senão... Espernear? Realmente é uma situação desesperadora. E quem quiser que dê ouvidos a tanta asneira!
quinta-feira, 29 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Relaxei geral
Eu sou jornalista e como tal eu já devia saber essa lição, mas confesso que só aprendi nesse final de semana.
Não adianta você se preocupar, arrancar os cabelos, perder o sono. Notícia ruim chega rapidinho.
Be happy!!!! No news, good news!
Não adianta você se preocupar, arrancar os cabelos, perder o sono. Notícia ruim chega rapidinho.
Be happy!!!! No news, good news!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Pow!! O barulho forte e abafado no meio da madrugada me fez acordar muito assustada. Quando percebi já estava sentada na cama, falando agitada: "tiro, tiro". Marido acordou também assustado, mas aí com o som da minha voz. Disse que não era nada. Só deu tempo de pensar "estava sonhando" e... pow, pow, pow!!! Contei mais seis disparos e a certeza de quem já estava bem acordada: eram tiros mesmo.
Sob muitos protestos levantei com a desculpa de que ia tomar água. Da área de serviço eu pude ouvir um vizinho que já interfonara para o porteiro
- Um assalto foi?
- A polícia? A polícia?
- Foi mesmo?
- E pegaram?
- Mas eles tentaram atirar na cabeça da menina também foi?
- E alguma bala pegou em alguma carro aí da frente?
- Fooooi meeeesssmo? Meu deus...
Corri pra janela lateral, não dava pra ver muito da rua, pela brecha só percebi uma calmaria, o silêncio quebrado pelo som dos interfones que tocavam insistentes, mais moradores a procura de informações. Aos poucos as luzes de outros apartamentos começavam a acender...
Marido começou a reclamar, a perguntar se eu iria agora chamar a Tribuna... Obrigou-me a voltar para dormir. Eu fui, mas não consegui.
Apenas pela manhã descobri o que aconteceu... Recife está cada vez pior.
Sob muitos protestos levantei com a desculpa de que ia tomar água. Da área de serviço eu pude ouvir um vizinho que já interfonara para o porteiro
- Um assalto foi?
- A polícia? A polícia?
- Foi mesmo?
- E pegaram?
- Mas eles tentaram atirar na cabeça da menina também foi?
- E alguma bala pegou em alguma carro aí da frente?
- Fooooi meeeesssmo? Meu deus...
Corri pra janela lateral, não dava pra ver muito da rua, pela brecha só percebi uma calmaria, o silêncio quebrado pelo som dos interfones que tocavam insistentes, mais moradores a procura de informações. Aos poucos as luzes de outros apartamentos começavam a acender...
Marido começou a reclamar, a perguntar se eu iria agora chamar a Tribuna... Obrigou-me a voltar para dormir. Eu fui, mas não consegui.
Apenas pela manhã descobri o que aconteceu... Recife está cada vez pior.
Ética
Eu juro que vou deixar de ser "peão" e um dia a minha opinião vai valer de alguma coisa, porque definitivamente eu não estudei tanto pra dar espaço a bandido!
Só registro que não concordo, não concordo e não concordo!
Pronto, desabafei!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
fundo do poço
Eu hoje amanheci especialmente mal e decidi que não vou me privar de falar sobre isso. Pode ser chato e nem um pouco engraçado, mas eu não tô nem aí. Alías, hoje eu só queria mesmo desaparecer, cheguei a conclusão que eu não gosto de mim. Não gosto do que estou fazendo, não gosto de como estou tratando as pessoas e muito menos de como estou me tratando.
Ando tão mal humorada que tenho até medo. Se existisse uma escala – como a que mede o nível de terremoto – para medir irritação a minha estaria no patamar mais elevado. Irrita-me, por exemplo, a pessoa que veio aqui pra sala onde trabalho e não pára de gritar!! Eu não consigo entender quem não tem o menor respeito pelos outros. Imagina se eu também agisse de modo a só me agradar. Iria dá certo? Certamente não...
Desde ontem penso em qual seria a solução pra essa minha situação. Cheguei a pensar que só nascendo de novo. Aí hoje li a história da macaca que atacou uma criança hoje no zoológico do Recife, a bichinha era uma das mais dóceis do local e, de repente, teve um ataque. Quem sabe não andava insatisfeita igual a mim?
A macaquinha braba me fez ver que eu preciso tomar urgente uma providência, antes que me torne tão irracional quanto ela. Eu só não sei ainda o que fazer...
Sugestões?
Ando tão mal humorada que tenho até medo. Se existisse uma escala – como a que mede o nível de terremoto – para medir irritação a minha estaria no patamar mais elevado. Irrita-me, por exemplo, a pessoa que veio aqui pra sala onde trabalho e não pára de gritar!! Eu não consigo entender quem não tem o menor respeito pelos outros. Imagina se eu também agisse de modo a só me agradar. Iria dá certo? Certamente não...
Desde ontem penso em qual seria a solução pra essa minha situação. Cheguei a pensar que só nascendo de novo. Aí hoje li a história da macaca que atacou uma criança hoje no zoológico do Recife, a bichinha era uma das mais dóceis do local e, de repente, teve um ataque. Quem sabe não andava insatisfeita igual a mim?
A macaquinha braba me fez ver que eu preciso tomar urgente uma providência, antes que me torne tão irracional quanto ela. Eu só não sei ainda o que fazer...
Sugestões?
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Grito de alerta
Eu reconheço que sou uma pessoa extremamente ansiosa. Sempre fui, desde pequena. Minha cabeça está sempre no amanhã. E eu nem preciso dizer o quanto isso é horrível. Horrível porque acaba me paralisando, se tudo só vai me trazer resultados amanhã, porque vou me mexer hoje?
Mas eu hoje amanheci de saco cheio disso, sabe? Minha energia está parada, não se renova. Estou me sentindo cansada, largada, sem disposição. E não, não é a tireóide. Nem adianta eu continuar culpando a pobre pelo peso a mais, pela falta de vontade, pela ausência de motivação. De verdade, hoje eu estou arretada comigo mesma.
Faz tempo que chegou a hora de eu tomar as rédeas de minha própria vida!!!!!
Mas eu hoje amanheci de saco cheio disso, sabe? Minha energia está parada, não se renova. Estou me sentindo cansada, largada, sem disposição. E não, não é a tireóide. Nem adianta eu continuar culpando a pobre pelo peso a mais, pela falta de vontade, pela ausência de motivação. De verdade, hoje eu estou arretada comigo mesma.
Faz tempo que chegou a hora de eu tomar as rédeas de minha própria vida!!!!!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
14 anos
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