Eu
acho tão bonito quem escreve. Eu sinto um prazer tão inexplicável ao ler quem
consegue materializar ideias, transformar simples palavras em obras de arte. E tenho
que admitir: sinto um tantinho de inveja de quem consegue esse milagre.
E
sinto uma culpa por me aventurar a (re)escrever um blog. Volto sem nenhuma
pretensão. É apenas bel-prazer. Sem compromisso com ninguém, apenas comigo. Sem
assuntos preestabelecidos.
Apesar
de jornalista, nunca segui ou mesmo desenvolvi uma técnica para redigir. Acho mesmo que os textos tem vida própria. Depois
da primeira palavra rabiscada você não tem domínio sobre mais nada. É como a
vida que segue seu rumo, muitas vezes sem muito sentido.
Há
poucos minutos acabei de ler palavras inspiradoras de um ídolo desde a adolescência
– Humberto Gessinger, a saber -, levantei, me armei com um copo d´água e uma
caneca de café e voltei para frente do computador com a cabeça fervilhando de
ideias. Pois bem, nenhuma delas se materializou. Ah, quando digo que isso aqui tem
vida própria...
...
E olha que coisa maluca! Achei aqui o último disco do U2 que comprei desde o lançamento há (recorro ao google
para ver que foi...) 3 anos. ( Já? Exatamente há 3 anos!) e que nunca ouvi. Abri a bela caixa e o que
encontro junto ao cd dos irlandeses? O cd dos Engenheiros do Hawaii!! Bom, vou
passar mais uns dias sem ouvir a voz do Bono...

E
a vida passa rápido demais. Desde o lançamento de Revolta dos Dândis lá se vão
25 anos. Já? E pra esse eu não precisei recorrer a sites de buscas. Descobri
que é verdade que aquilo que aprendemos lá trás permanece, mas o que vimos há 5
minutos... Foi o que mesmo? Sim, a idade pesa. Mas, algumas coisas permanecem
intactas, como a emoção de ouvir um antigo cd com músicas que retomam uma fase
muito, muito feliz.
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